Treinamento on-line: 4 estratégias para produzir cursos eficientes

Caminho para uma boa educação corporativa é conquistar o engajamento e a motivação dos colaboradores

Existem várias formas de uma empresa garantir que seus colaboradores participem de um treinamento corporativo. Seja utilizando estratégias de incentivo, como programas de recompensa ou recursos da pedagogia empresarial, por exemplo, seja estabelecendo punições em caso de não comparecimento, o fato é que é relativamente fácil para as organizações convencer seus empregados a aderir a uma capacitação.

Mas conseguir fazer com que eles se inscrevam espontaneamente e, mais do que isso, estejam motivados e engajados com o conteúdo, já é outra história. Se o treinamento for na modalidade e-learning, então, atestar que o trabalhador está se empenhando de maneira efetiva pode ficar ainda mais difícil, caso o gestor não tenha as ferramentas certas.

Pesquisas sobre o comportamento de participantes de cursos on-line abertos, também chamados de MOOCs (Massive Open On-line Course), mostram que apenas entre 3% e 15% daqueles que se inscrevem chegam realmente ao final de um treinamento.

“Um percentual muito baixo dos que se matriculam em um MOOC realmente participa do curso quando ele é gratuito”, diz a diretora e co-fundadora da Viddia (empresa especializada em educação corporativa on-line), Fabiana Bigão.

Analisando as estatísticas de uma ampla pesquisa feita em 2017 com participantes de um MOOC, Fabiana observa que o obstáculo mais difícil de ser superado quando se deseja completar um curso on-line é a disponibilidade de tempo. Outra conclusão é de que apenas metade das pessoas que participam de algum nível de treinamento on-line segue a estrutura ou a sequência que foi projetada pelo instrutor.

Fabiana analisa também que concluir com êxito os marcos iniciais aumenta muito as chances de os participantes chegarem ao final de um treinamento on-line. “Esse dado, especialmente, sugere que uma boa estratégia para um treinamento de sucesso seria conceber atividades e desafios de baixa complexidade nas fases iniciais da capacitação”, ressalta Fabiana.

Criando cursos engajadores

Além dessa, há muitas outras ações que contribuem para manter os trabalhadores de uma organização animados e motivados com um programa de educação corporativa.

Com o domínio de quem entende do assunto – a Viddia é a única empresa que conseguiu 90% de taxa de engajamento em seus cursos –, Fabiana revela alguns dos pontos que precisam ser observados para que um treinamento on-line consiga engajar os participantes:

A plataforma de aprendizagem deve atender de forma personalizada os diferentes perfis de alunos

Existem quatro perfis de alunos na educação on-line, e o ambiente virtual deve ser planejado para suprir as necessidades de cada perfil. “Os conquistadores são motivados pela realização de todas as atividades, e gostam de receber méritos e recompensas. Os socializadores preferem interação social e trabalho em equipe. Já os exploradores se interessam em encontrar novos conteúdos e descobrir as possibilidades do ambiente, enquanto os competitivos se motivam por estar à frente dos outros”, explica Fabiana.

Assim, uma plataforma de educação corporativa eficiente deve: prover meios de recompensar os alunos por suas conquistas (com medalhas e desafios, por exemplo); oferecer formas de comparação, como rankings; promover fóruns sociais e outros espaços de interação; dispor de uma estrutura sem encadeamento obrigatório de aulas (a fim de favorecer os alunos do tipo exploradores).

O ambiente virtual de aprendizagem deve ser desenhado para não cansar o aluno

Um dado importante a ser observado na concepção de um curso on-line tem a ver com o tempo de duração das atividades. É cientificamente comprovado que a atenção média das pessoas cai depois de 15 a 18 minutos assistindo a uma aula. “Mesmo assim, na aprendizagem tradicional as aulas continuam acontecendo em períodos de 50 minutos, o que não é produtivo”, salienta Fabiana. Na aprendizagem on-line, ela enfatiza que é possível (e desejável) criar cursos em vídeos com tempos inferiores a 18 minutos.

Uma boa plataforma precisa ser planejada de forma a não distrair o aluno

Essa é uma das principais qualidades de um treinamento on-line. Se um vídeo não for pensado para ter um conteúdo totalmente útil, interessante e curto, o aluno ficará desmotivado e perderá o foco. “Não basta gravar vídeos de aulas presenciais e disponibilizá-los na internet. O participante precisa ter, o tempo todo, o sentimento de admiração e surpresa pelo curso. A perspectiva de que algo interessante está por vir é essencial para manter a motivação”, reforça Fabiana Bigão.

A arquitetura da plataforma deve promover a aproximação do aluno com o conteúdo, o professor e os colegas.

Para isso, cada detalhe conta: “na gravação das aulas, além da qualidade da imagem e do som, é importante que o professor esteja sempre olhando para o vídeo; a linguagem deve ser natural e a mais próxima possível da que é usada nas aulas presenciais; as aulas precisam trazer exemplos e histórias para ilustrar a teoria, especialmente casos com os quais os alunos se identifiquem no seu dia a dia; o professor deve disponibilizar aulas de exercícios e suas resoluções, antecipando dúvidas que possam surgir”, lista Fabiana.

“Humor e divertimento devem fazer parte das atividades”, completa.

A eficácia de um treinamento on-line aponta o caminho para os próximos

Foi principalmente testando e avaliando os resultados de seus treinamentos que a Viddia conseguiu alcançar taxas tão altas de envolvimento com os cursos e as plataformas que planeja.

Fabiana Bigão diz que é fundamental verificar a eficácia dos cursos e atentar para os resultados dessa verificação, especialmente no que se refere às seguintes perguntas:

O participante gostou do treinamento?

Se o aluno não tiver uma boa experiência de aprendizagem, não conseguirá colocar em prática o que aprendeu. Assim, a resposta a essa questão é um indicador importante da qualidade e da forma com a qual o conteúdo é entregue aos alunos, da didática do professor e da qualidade dos exercícios e do material complementar.

A linguagem dos participantes mudou após o treinamento?

Esse é o primeiro sinal de que o aluno absorveu o conteúdo do curso. Quando o participante usa no dia a dia do trabalho os termos que aprendeu nas aulas, está mostrando que o curso foi eficaz e que ele compreendeu o que foi ensinado.

Na verificação da eficácia deve ser observado também se o aluno conseguiu aplicar na empresa o que aprendeu e se a companhia teve resultados a partir da mudança de comportamento do participante.

Com todos esses fatores em mente, Fabiana sustenta: “não tem como dar errado. A aprendizagem corporativa terá ótimos resultados”.

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