3 questões que você precisa saber sobre comunicação não verbal

Segundo Stephen Robins, embora saibamos que os movimentos do corpo sejam uma parte importante do estudo da comunicação e do comportamento, as conclusões devem ser necessariamente cuidadosas. Este artigo aborda 3 coisas que qualquer profissional deve saber sobre comunicação não verbal. 

Se você já assistiu ao filme “O Diabo Veste Prada”, vai perceber que Miranda Priestly, editora-chefe da mais conceituada revista de moda do mundo, se comunica muito com expressões faciais e movimentos do corpo. A personagem não transmitia suas mensagens apenas por palavras.

Esse exemplo ilustra que nenhuma discussão sobre comunicação estaria completa sem a comunicação não verbal, um tipo de comunicação que não feita com a fala nem com a escrita. Isto inclui movimentos corporais, a entonação ou ênfase que damos às palavras, as expressões faciais e a distância física entre o quem está enviando uma mensagem e quem está recebendo. Já apresentamos 4 dicas para melhorar sua comunicação interpessoal em outro artigo que pode ser acessado aqui. Neste artigo, vamos falar mais à respeito da comunicação não verbal.

Movimentos corporais

Os pesquisadores argumentam que todo movimento corporal tem um significado e que nenhum movimento é acidental. Passamos mensagens sobre como estamos nos sentindo e o que estamos pensando por meio da linguagem não verbal. Por exemplo, podemos levantar uma sobrancelha em sinal de descrença, esfregar o nariz em sinal de perplexidade ou cruzar os braços para nos protegermos. Além disso, sabemos que quem bate os dedos na mesa com frequência pode insinuar impaciência, damos de ombros em sinal de indiferença e batemos na testa em sinal de esquecimento.

É claro que o significado específico desses movimentos pode ser outro, e por isso é importante avaliar a expressão corporal ou facial juntamente com a mensagem falada. Certamente, uma expressão corporal ou facial não tem um significado preciso ou universal por si só, porém, quando está ligado à linguagem falada, dá um significado mais completo à mensagem.

Expressões faciais e entonação

Stephen Robins argumenta que, se você lesse as atas de uma reunião, você não poderia perceber o impacto do que foi dito da mesma forma do que se tivesse estado lá ou visto a reunião num vídeo. Por quê? Não há registro de comunicação não-verbal. Está faltando a entonação ou ênfase dada às palavras ou frases.

A expressão facial, juntamente com entonações, de quem está emitindo uma mensagem também transmite significado. Eles podem mostrar arrogância, agressividade, medo, timidez e outras características que nunca seriam comunicadas se a mensagem for passada apenas com palavras escritas.

Distância física

A maneira como os indivíduos se colocam em termos de distância física também tem significado. De acordo com Robbins, o que é considerado distância comercial em alguns países europeus pode ser visto como íntima em muitas partes da América do Norte. Se alguém se coloca mais perto de você do que é considerado apropriado, isso pode indicar agressividade ou interesse sexual. Se a pessoa fica mais longe do que o normal, pode significar desinteresse ou descontentamento com o que está sendo dito.

Fique atento às contradições

Ao se comunicar com outras pessoas, é importante estar atento aos aspectos não verbais de comunicação, além de ouvir o significado literal das palavras de um emissor. A atenção deve estar voltada especialmente às contradições entre as mensagens. Alguém pode dizer que está livre para falar com você, mas olha para o seu relógio de pulso com frequência, transmitindo a mensagem de que ele preferiria encerrar a conversa. Essas contradições geralmente sugerem que “ações falam mais alto (e mais acertadamente) do que palavras”.

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Fonte: As ideias sobre comunicação não verbal desse post foram retiradas do livro Comportamento Organizacional. Muitas frases e expressões são do próprio autor do livro Stephen P. Robbins.

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