Como resolver problemas com os pensamentos focado e difuso

“Ter problemas na vida é inevitável, ser derrotado por eles é opcional.” Roger Crowford

Todas as pessoas precisam resolver problemas algumas vezes na vida. Seja na vida pessoal ou profissional, problemas fazem parte do pacote. O relatório Future of Jobs, do World Economic Forum, aponta as 10 habilidades e competências mais importantes que você precisa ter para se destacar no ambiente profissional, sendo que a habilidade de resolução de problemas é apontada neste relatório como sendo a principal. Por isso, neste artigo começamos abordando sobre as definições de problemas e como podemos resolver problemas usando os pensamentos focado e difuso.

O que é um problema

Mas o que caracteriza um problema? Encontramos na literatura várias definições:

  • Uma questão para a qual é necessário dar uma resposta.
  • Questão ou assunto que requer uma solução.
  • Dificuldade na obtenção de um determinado objetivo.
  • Questão ou circunstância cuja resolução é muito difícil de se realizar; situação muito complicada de se resolver; o que não se consegue lidar nem tratar.
  • O resultado indesejável de um trabalho.
  • “A diferença entre o que você tem hoje e sua meta.” Vicente Falconi

Independente da definição usada, um problema é algo que precisa de solução. Os problemas podem ser divididos em anomalias – que consistem de pequenos defeitos, falhas, não conformidades – ou problemas crônicos, que estão enraizados na cultura das empresas, fazem parte do cotidiano e são encarados como normais.

Como usar os pensamentos focado e difuso para resolver problemas

Algumas vezes, problemas ocorrem de forma repetida e são velhos conhecidos nossos. Nesses casos, a solução é conhecida e não gastamos tanta energia trabalhando no problema. Porém, em outros casos, os problemas são novos ou requerem mais energia e concentração tanto para compreendermos sobre eles quanto para solucioná-los. Falamos sobre esse tipo de problema em outro artigo que pode ser lido aqui. Muitas vezes, solucionar esse tipo de problema requer a aplicação de um conjunto de técnicas e ferramentas diferentes. Uma das técnicas – que deve ser usada em conjunto com outras – de resolver problemas mais simples é a intercalação entre os pensamentos focado e difuso.

O pensamento focado ocorre quando intencionalmente prestamos atenção em alguma questão para aprender mais sobre um problema ou resolver problemas. Ou seja, o pensamento focado ocorre quando usamos os neurônios da parte de frente do cérebro de forma intencional para focar e compreender alguma coisa. Normalmente o que estamos querendo compreender é similar a algo que já conhecíamos antes. Por exemplo, sou um chef de cozinha e estou aprendendo uma receita nova, ou sou um dançarino e estou aprendendo passos novos de uma dança, ou sou gerente de projetos e estou aprendendo uma ferramenta nova. Já o pensamento difuso está associado a criar padrões diferentes no cérebro quando algo totalmente novo, que desconhecíamos, nos é apresentado.

A professora Dra. Barbara Oakley, da Universidade da Califórnia, faz uma analogia entre os pensamentos focado e difuso com a máquina de pinball. De acordo com a professora, o pensamento focado se parece com a situação em que a bolinha bate na máquina de pinball em obstáculos muito próximos, normalmente associados à parte de frente do nosso cérebro. No pensamento difuso, a bolinha vagueia pela máquina de pinball percorrendo longos caminhos antes de encontrar em uma barreira. Esse tipo de pensamento é importante quando estamos tentando resolver problemas por meio do pensamento focado, mas não conseguimos. Dessa forma, é importante deixar o problema de lado por um momento e deixar o cérebro no modo de descanso, de relaxamento. As pessoas fazem isso de formas diferentes: saindo para o cinema, dando uma corrida, tomando um café, tanto faz. O importante é colocar o cérebro nesse modo de relaxamento quando não estamos conseguindo focar para resolver um problema.

Como ocorrem os pensamentos focado e difuso. Fonte: Learning How to Learn

Grandes pensadores criativos, como Thomas Edison ou Salvador Dalí, usavam essa técnica do pensamento difuso, mesmo com profissões bastante diferentes. Eles procuravam entrar em modo de relaxamento com um objeto nas mãos (uma chave ou uma bolinha) e ficavam assim até adormecer e o objeto cair no chão.

Quando estamos aprendendo algo – seja a solução de um problema desconhecido ou qualquer outra coisa – um padrão novo no cérebro é criado por meio de sinapses, que são ligações entre os nossos neurônios. Quando estamos aprendendo algo pela primeira vez, esses padrões são bem clarinhos. Só conseguimos fortalecer essas sinapses e enviar o que aprendemos para a memória de longo prazo com a prática intervalada. Isso significa que devemos repetir as práticas e informações que aprendemos em espaços intervalados do tempo para reforçar essas sinapses. Certamente não é apenas por meio dessa prática, mas é importante que isso aconteça. É importante que exista esse intervalo entre os momentos de aprendizado e prática.

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