Vantagens do e-learning na educação corporativa vão de baixos custos a personalização

Chave do sucesso é acertar na escolha da plataforma

Capacitar pessoas por meio do e-learning é uma tendência que já virou realidade. Dados divulgados pela revista Forbes dão conta de que o mercado global de e-learning deve alcançar nada menos do que a marca de 325 bilhões de dólares até 2025.

Na educação corporativa, empresas que não querem ficar para trás estão imergindo nesse cenário e investindo cada vez mais no e-learning para treinar colaboradores, desenvolver competências e reter talentos. “Não dá mais para ignorar o potencial da aprendizagem on-line na diferenciação do negócio”, afirma Fabiana Bigão, sócia da Viddia e doutora com foco em EAD e Gamificação.

E por que esse mercado é tão vibrante? Fabiana Bigão mostra algumas das vantagens para as empresas:

Vantagens do e-learning na educação corporativa

Redução de custos

As plataformas LMS são oferecidas no mercado como um serviço, retirando da empresa os custos de desenvolvimento de um ambiente virtual. Além disso, os conteúdos gravados podem ser utilizados enquanto permanecerem atualizados e as aulas alcançam muito mais pessoas do que nos cursos presenciais. Sem contar, ainda, a possibilidade de formação de um banco de conteúdos, que reduz ainda mais as despesas com produção de materiais.

Mais engajamento

Principalmente se utilizar ferramentas que associem gamificação e engajamento, o e-learning consegue alcançar uma participação maior e mais intensa dos alunos. Enquanto, em uma sala de aula, o estudante exerce passivamente a atividade de assistir, no e-learning o progresso depende do cumprimento de tarefas, da participação em debates e de outros métodos ativos. Não por acaso, a chamada sala de aula invertida vem sendo adotada por muitos educadores. A ideia é usar o tempo presencial para dinâmicas de grupo e deixar o contato com a matéria para o e-learning.

Flexibilidade de horários

A educação profissional é voltada para pessoas que necessitam conciliar trabalho e estudo. Por isso, a possibilidade de acesso ao conteúdo e às atividades sob demanda é uma vantagem relevante.

Melhor ainda se estiver combinada com o mobile learning (conteúdos desenvolvidos para dispositivos móveis). Nesse caso, além da flexibilidade de horários, ampliam-se as possibilidades de locais em que pode ocorrer a experiência de aprendizado.

Personalização

Por fim, o e-learning traz a vantagem de a empresa poder formatar o curso em conformidade com as necessidades da gestão de competências, considerando variedade de porte, segmento, objetivos e cultura em cada organização.

Como escolher uma boa plataforma LMS

Os resultados do uso do e-learning para a qualificação e a gestão de competências têm sido tão grandes que estimulou o interesse das organizações em estabelecer parcerias com fornecedores de plataformas digitais. Fabiana Bigão alerta, porém, que o sucesso da aplicação depende de encontrar uma plataforma LMS que aporte os recursos necessários para desenvolver a estratégia de educação corporativa.

Uma boa Plataforma LMS, segundo ela, deve trazer:

Gestão à vista

As informações relevantes para a gestão devem estar acessíveis em quadros, painéis, diagramas e outros elementos visuais, a fim de facilitar o entendimento de parâmetros como o progresso dos alunos, as turmas existentes, os feedbacks enviados e os cursos disponíveis.

Gamificação

Usar dinâmicas de jogos para tornar o aprendizado mais interessante e engajador é uma funcionalidade imprescindível do e-learning. Ao aplicar a gamificação, os conteúdos podem ser transmitidos em atividades lúdicas, colaboração e competições, contando com sistemas de incentivos como medalhas de reconhecimentos, barras de progresso e uso de moedas virtuais para serem trocadas por prêmios. Essa abordagem é reconhecida e aplicada em diversas áreas e está fortemente relacionada ao engajamento no aprendizado.

Ferramentas de personalização

Para que o curso possa ser concebido como algo único no atendimento das necessidades do aluno, uma série de elementos devem estar disponíveis na plataforma, como:

a) feedbacks automáticos e concedidos pelo tutor;

b) possibilidade de adaptação de atividades a diferentes níveis de formação;

c) emissão de certificados diferentes conforme o nível de aproveitamento;

d) aulas sob demanda, ou seja, em que os conteúdos podem ser acessados quando o aluno desejar;

e) ajuste de ritmo do curso à velocidade do aluno;

f) possibilidade de diversificação do método de ensino por meio de videoaulas, áudio, storytelling, fóruns, etc.

Essas ferramentas permitem que competências diferentes recebam tratamentos distintos. Por exemplo, o ritmo de aprendizado dos temas mais complexos será mais lento do que o tempo de estudo dos assuntos mais simples.

Bancos de aulas

Em vez de receber um curso pronto, poder buscar alguns conteúdos para montar uma formação personalizada é um recurso essencial dentro de uma plataforma. Em gestão de competências, essa prática facilita a organização de diferentes modelos de desenvolvimento. Um programa de formação de líderes, por exemplo, terá mais assuntos sobre liderança do que um de vendedores, embora seja possível mesclar alguns tópicos entre os dois treinamentos.

Responsividade

Para ser aplicável ao mobile learning, a plataforma também precisa fornecer um ambiente de aprendizado virtual capaz de se adaptar aos diferentes dispositivos. A responsividade é o que permitirá ao profissional iniciar um tópico em casa, continuar no trajeto para o trabalho e retomar sem dificuldades ao voltar para o desktop, por exemplo.

Monitoramento do aprendizado

Saber se as estratégias foram efetivas para reduzir os gaps de conhecimentos, habilidades e atitudes é primordial para medir a produtividade da educação corporativa. Por isso, uma plataforma LMS deve conter ferramentas de learning analytics que permitam acompanhar o desempenho e identificar lacunas de aprendizado.

Um exemplo é a aplicação de questionários de preenchimento obrigatório, ao final de cada conteúdo, para avaliar o nível de compreensão do aluno. Outro é utilizar os recursos da gamificação para analisar o contraste entre os participantes, como ranqueamentos de alunos e medalhas.

Microlearning

Tendência na educação corporativa, o microlearning é a construção de treinamentos por áreas, segmentos ou disciplinas, em pequenas pílulas de conteúdo. As aulas desse tipo duram de dois a sete minutos, em média, e trabalham com um problema ou competência específica por vez.

“O modelo une gamificação e motivação”, diz Fabiana Bigão. “Em praticamente todos os jogos, o desafio maior é quebrado em pequenas vitórias, que são recompensadas com pontos, moedas ou itens. Isso mantém os jogadores ativos e fornece uma sensação de prazer”, completa.

Em resumo, com o auxílio de uma plataforma LMS adequada aos objetivos de cada empresa, o potencial de sucesso do e-learning na educação corporativa é incontestável. Mais do que uma ferramenta de qualificação profissional, ele representa um diferencial e, portanto, uma vantagem competitiva do negócio.

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